domingo, 4 de janeiro de 2015

Dor de Amor Adolescente

Lembrei hoje de um episódio de minha adolescência que na época me arrasou, acabou comigo ao ponto de me fazer crer seria um trauma eterno por quase duas semanas inteiras. Já não lembro como se chamavam as festas naquele tempo, pode ter sido festa, baile, discoteca mas o fato é que quase todo final de semana nos juntávamos para dançar em algum lugar – quanto mais barato melhor e de graça era simplesmente maravilhoso. Estava há mais de um mês namorado a mesma “mina”, a Gê (Gê de Gertrudes – não riam). Ela era maravilhosa e cobiçada por todos os meus amigos, mesmo os mais fiéis. Eu, me fingindo de seguro, esnobava falando da inveja deles todos, mas por dentro temia que um deles a conquistasse. Gê era “prafrentex”, minissaia muito curta realçavam as coxas grossas e bundinha sensacional, sutiã era inimigo das mulheres na época da libertação, decotes eram ousados, cabelos sempre longos quase até a bunda e os dela eram dourados e levemente ondulados e, como diziam meus amigos, estupendos. A menina era toda sensualidade e estava na fase certa, cheia de hormônios e curiosidades. Eu, por minha vez, apesar de ser atraente, alto e bem produzido tinha uma grande deficiência, era duro como um pau, só dançava música lenta que na época significava ficar parado e agarradinho na pista de dança praticamente só balançando o corpo. Mas podíamos sentir os corpos colados e, acreditem, era delicioso! Rapaz seguro de si, um dos líderes de meu grupo de amigos, eu não dava mancada e como não “gostava” (não sabia) dançar samba, bolero, lambada (pelo menos o susto me fez aprender isso tudo), mas liberava minha “mina” para dançar com nossos amigos se ela quisesse. Só não estava preparado para a chegada de um estrangeiro em nossa vizinhança e o Guto (acho que o nome dele era Augusto, mas nunca soube de fato) foi surpreendente. Chegou, agradou, conquistou a todos nós, era alegre, contagiante e logo estava assumindo sua própria liderança entre a garotada da “patota”. Como eu gostava dele, já era quase um dos meus melhores amigos até que neste dia ele passou a dividir comigo a Gê. Eu dançava as lentas e ele todo o resto. Dançavam juntos, separado, samba, bolero, lambada, o que pintasse.Eu ficava me remoendo e embasbacado ao vê-lo jogá-la de uma perna para a outra, rodar por todo salão, sambavam com maestria. Mas estas festas eram musicalmente desorganizadas e nenhum estilo durava muito na vitrola. Quando o casal estava pertinho de mim tiraram o samba e colocaram um disco novo, de um tal de Secos e Molhados, e os casais pararam de dançar. Eles vieram até mim Gê na frente e o Guto colado nela, logo atrás, para me devolver a namorada. Ele parecia constrangido e eu logo entendi. Era escandalosa a sua ereção. Aquilo foi uma pontada no meu coração juvenil e foi com grande esforço que fingi não perceber. Ele se afastou rapidamente e questionei a Gê se ele dançava bem e se a respeitava. Ela ficou erubescida, mas garantiu que ele era um perfeito cavalheiro e dançava, sim, muito bem. A música agradou mas foi só uma, logo os palpiteiros fizeram cair na vitrola a música lenta. Gê estava com um vestido de costas nuas, marcado na cintura e que terminava rodado bem na linha da bundinha e enquanto dançávamos eu acariciava as costas dela e ela, trocando beijinhos comigo, acariciava minha nuca e meu peito acariciando os pelos então em moda. Eu também ficava excitado ali parado balançando no meio do salão no ritmo da música lenta. Guto, já atrevido, veio interromper nossa dança dizendo que era sua vez de dançar também uma lentinha com a Gê. Enquanto ficava sem reação tive minha alma lavada pelas palavras agressivas de Gê. - Se enxerga Guto. Todas as danças são do meu namorado e eu só danço com os outros quando ele não quer dançar e quem escolhe meus parceiros sou eu. Vi, desta vez com o coração (e outras partes) aos pulos e transbordando de alegria, um Guto constrangido se afastar. Ele seguia cabisbaixo e minha autoestima explodia. Logo a música lenta parou e o Guto atacou. Antes que ele chegasse mais perto pedi para ela não dançar com ele. Ele estendeu a mão de longe e lá se foi ela rebolativa dançar com ele. Acho que para me provocar ela dançou rebolando tudo que podia e todo mundo soube que ela estava com uma calcinha amarela combinando com o vestido. Quando ela voltou para ficar junto a mim ele veio junto e desta vez exibindo acintosamente toda sua virilidade ereta. A raiva tomou conta de mim: - Desta vez será que ele gozou? – perguntei ao ouvido dela sem pensar em mais nada. - Babaca! – foi só o que ela falou indo até onde serviam as bebidas e tomou um cuba libre quase num só gole. - Praticamente corri atrás dela, pedi desculpas mas fui infeliz mais uma vez quando ao final comentei: - O que me revoltou foi ele exibir aquela pica dura mostrando o prazer que teve de roçar em você enquanto dançavam. Ela não respondeu, virou as costas para mim e pediu ao rapaz que preparava as bebidas: - Um cuba triplo, sem coca-cola. - Vai beber rum puro? - Não! Com gelo e limão. – Ela falou abrindo seu melhor sorriso e o rapaz não se fez de rogado. Logo ela estava tomando um copo cheio de rum Montilla com gelo e limão. Na pista está rolando um rock e ela se foi. Passou a dançar sozinha. Guto a cercava e ela dava as costas para ele. Mas, como já disse, nestas festas não existia planejamento de estilo musical e ela estava dançando de frente para mim que me mantive próximo à pista de dança olhando fixo para ela. Ela se exibia quando começou a tocar uma música qualquer daquelas que eu não sabia dançar. Guto se aproximou, abraçou ela por trás e ela, quando ia se livrar dele, me viu irritado virar as costas. Quando voltei a olhar para a pista ela se mantinha dançando de frente para mim com o Guto agarrado às costas dela. Quando ela viu que eu estava olhando passou a rebolar e subir e descer o corpo colando ainda mais a bunda nele ao ponto dele levantar os braços e avançar a pélvis me mostrando que era ela quem estava roçando nele. Ao abraça-la na cintura deixou as mãos irem subindo e quando ela mais uma vez abaixou o corpo ele estava acariciando os seios dela, beijando seu pescoço e as mãos desciam até as coxas para novamente subir pelo corpo dela sem restrições. Ela, vingada ria para mim ou de mim. Ele, neste instante, tinha feito ela ficar bem pertinho de frente para mim e repente ele rodou o corpo dela e beijou-lhe a boca furiosamente. Quando ele parou levou uma bofetada forte. Mas ela olhou para mim e me viu rindo. Puxou o rosto do Guto e, agora, era ela quem beijava ele roçando o corpo num rebolado sensual. As mãos dele deslizaram das costas para a bundinha dela e pressionava, pela bunda, o corpo dela contra o dele e ela, com a bunda pressionada, insistia em rebolar. Mesmo irado e machucado fui até eles em dois passos, peguei a Gê por uma das mãos e puxei ela para mim seguindo para fora da festa. Ela, rindo, me seguiu. Tinha personalidade aquela menina. Já fora da festa tentei beijá-la. Ela se esquivou e ainda perguntou: - Você tem certeza de que quer beijar o Guto por tabela? Guto estava se aproximando mas manteve uma distância prudente do meu rancor e dali falou com a Gê: - Você vai ficar muito tempo com esse babaca? Ele olhou para ele com raiva estampada no rosto, mas ele não se intimidou. - Estou sozinho. Vou esperar você lá em casa para ver se você é mesmo essa delícia que parece ser. Conversamos por meia hora. Eu tentava me desculpar e em seguida a agredia com palavras. Minha mente estava conturbada e eu perdido entre minha excitação e minha raiva (eu estava irritantemente excitado com aquela situação de disputa de uma fêmea). Como eu desejava aquela mulher naquela hora e como isso me revoltava. Como desejar uma mulher que se enroscara com um amigo nosso? Acabei, depois de conquistar um beijo na boca, ressentido por ter aceito aquele beijo, indo embora. Logo me arrependi e voltei procurando na festa por ela, ela não estava. Corri, cheio de maus pressentimentos, até a casa do Guto e eles estavam entrando pelo portão aos beijos. Fiquei esperando ela sair. Como ela não saiu invadi a casa do meu quase melhor amigo e me aproximei da janela de seu quarto a tempo de ver com que facilidade ele desembrulhava minha namorada. Ele colocara no toca-fitas algo tipo “dancing days” e dançava enquanto ela tirava sua camisa, despejava perna abaixo sua calça boca de sino e tinha o corpo todo beijado enquanto ele ia ajoelhando traçando sua descida com beijos no corpo que eu acreditava ser virgem e desejava só para mim. De joelhos ele se abraçou ao corpo praticamente nu da Gê, girou com ele posicionando-a de costas para a cama. A calcinha dela foi arrancada e ela jogada de costas na cama enquanto ele numa surpreendente velocidade atacava a vulva dela com a boca arrancando os gemidos com os quais eu só sonhara. Minha namorada experimentava estremecimentos e inegavelmente entrou em forte orgasmo. Como naquela época nem se falava em camisinha vi ele levantando ao mesmo tempo que erguia as pernas dela e tentava penetrá-la sem sucesso até que ela veio com a mão em seu auxílio e entregou-se ao êxtase enquanto era profundamente penetrada. Guto era muito mais experiente que eu. Parou no fundo dela e estimulava a dança de seu corpo que rebolava para aumentar o prazer de um orgasmo que me pareceu infinito. Ele, depois de deixa-la com o corpo todo mole, abandonou sua vagina, posicionou-a de quatro no cento da cama e de pé penetrou mais uma vez aquele corpo que eu tanto desejava como se cavalgasse uma égua. Passou a xingá-la de vadia. Chamava minha Gê de “minha putinha”. Dava palmadas naquela bundinha linda, macia e deliciosa. Ela gritava e seus gritinhos eram de puro prazer. Ele ainda estava brincando naquelas carnes, levando minha namorada ao delírio e eu deixei escapar um gemido quando ejaculei sujando minhas cuecas e minha calça. Quando me recuperei ouvi minha Gê falando alto comigo: - Gozou meu corninho? Quer mais? Entra e vem brincar também. Completou gaguejando com falta de fôlego: - Ele pode entrar, meu macho? - Vem corno, mas você só vai assistir aqui bem pertinho. Ela é só minha. Corri para fora daquele quintal, queria chegar em casa em um instante, mas logo depois de sair portão afora estanquei. Parei. Não pensei em nada e voltei entrando na casa de Guto e indo direto ao seu quarto. Com o coração aos prantos sentei na beira da cama, estava em nova ereção, e fiquei ali por mais de uma hora sendo humilhado por assistir, sem participar de fato, a minha Gê fazendo o Guto explodir de gozos e ela gemer de prazer nas mãos dele. Cansados e com todos os horários estourados ela lembrou de ir embora, vestiu-se, deu a calcinha de presente ao Guto e me fez leva-la em casa como bom namorado e na despedida, depois de um delicioso beijo em minha boca me sussurrou a seguinte pergunta ao ouvido: - Gostou do gosto da porra do Guto? Não é deliciosa? Abandonei aquela malvada mulher indo para casa com as lágrimas vencendo todas as minhas resistências e rolando pelo meu rosto e minha mente ia reprisando o último ato quando o Guto obrigou a Gê a engolir todo seu gozo. Acho que foi a partir daí que passei a ser o canalha mais disputado pelas meninas da região e um dos melhores dançarinos do bairro. O sofrimento pode ser a melhor ferramenta para nossa evolução. Quanto a Gê, hoje, ainda linda e com o corpo perfeito, está casada, já é avó (foi mãe tão cedo quanto sua filha), e continua querendo me conquistar, sempre sem sucesso. O Guto continuou sendo um colega por algum tempo e tivemos muitas aventuras juntos. Hoje, depois de se descobrir homossexual, transformou-se em um estilista de renome entre as celebridades televisivas. E eu? Entre muitas realizações profissionais virei até escritor de contos.

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Borges C. (Toca de Lobo) 
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sábado, 22 de novembro de 2014

A Propaganda

As relações de vizinhança nos grandes centros urbanos são quase inexistentes. Eu mesma só tinha contato com uma técnica de enfermagem por ter tido uma queda de pressão com ela a meu lado. Quis o destino que ela morasse no mesmo andar e Ana socorreu naquele momento. Criou-se ali uma aproximação mas a conversa dela estava ficando cansativa. Só sabia falar de sua imensa alegria conjugal.

Aquilo mais parecia uma campanha de marketing. Ana vivia enaltecendo suas relações sexuais e esnobando as qualidades e a enormidade de seu marido. Acho que por estar sexualmente satisfeita em minha relação muito mais amorosa do que sexual e por ser bastante reservada e muito acanhada para falar sobre o tema, aquilo já estava me chateando e nos afastando.

Em um lindo domingo Ana estava eufórica e, pela primeira vez, me pediu ajuda. Aguardava a chegada de duas amigas de sua cidade natal e seu carro não “pegou”. As amigas estavam numa escola próxima fazendo prova para um concurso público. Como meu marido trabalha aos domingos não tive desculpas e aceitei, a contragosto mas om um sorriso no rosto, aquele encargo.

As meninas eram simpáticas e já no carro rimos muito das “propagandas” que Ana fazia de seu marido. Eram descrições pitorescas, repletas de trejeitos, gestos estapafúrdios, tudo para explicar o tamanho e a performance do maridão.

Fui sequestrada para o apartamento de Ana e Mario nos recebeu com caipirinhas deliciosas regadas a cerveja. O clima ficou festivo, ou melhor, eufórico. Eu, como sempre acanhada, fiquei ali sentada enquanto os quatro dançavam, brincavam e fofocavam. Até que alguém duvidou do tamanho propagado que Ana tanto divulgava que Mario possuía. Em minutos estavam todas nós sentadas na sala e Mario revelava sua ferramenta. Não era desproporcional, era até bonitinha, mas em repouso já era do tamanho que meu marido alcançava em plena ereção.

As meninas não se acanharam, aplaudiram a peça e liberadas por Ana começaram só tocando e logo estavam beijando e chupando fazendo com que Mario apresentasse seu tamanho máximo. Eu, mais acanhada que nunca, estava impressionada e cada vez mais excitada com as cenas que iam se desenrolando na minha frente, tive que fugir.

Aleguei que meu marido estava chegando e menti dizendo que tinha que preparar a comida dele e me levantei. Mario resolveu abrir a porta e abandonou o grupo se antecipando a mim. No corredor em direção à porta ele pegou minha mão e sussurou em meu ouvido:

- Você também pode pegar.

Falou e guiou minha mão para sua ferramenta. Surpresa e sem tempo para reagir me vi agarrando aquilo tudo o que me deixou impressionada por dois motivos: minha reação que sem conseguir parar apertava e massageava aquela imensidão sentindo-me encharcada (já estava úmida antes da fuga) e pela desfaçatez de Mario.

Eu continuei a caminho da porta sem conseguir largar aquilo e quando já estava de saída ele me puxou, despediu-se com dois beijinhos na face e me roubou um beijo na boca que tentei por um segundo resistir, mas o orgasmo me atingiu inesperadamente – minha mente fantasiava tudo aquilo dentro de mim – e eu estremeci enquanto aquele beijo me arrebatava. Nunca gozei tão rápido em toda minha vida. Não foi “um orgasmo”! Foi um gozinho. Mas segui para meu apartamento relaxada, molinha e levemente trêmula.

Depois do episódio fiquei me justificando que fora efeito da bebida enquanto minha consciência me acusava e meu corpo traduzia as mensagens do meu subconsciente exigindo sexo, mas com o marido alheio que, conforme a propaganda, realizava prodígios. Fiquei entre o remorso e o desejo e sabia que era melhor nem comentar com meu marido, ele não entenderia. Fui para a cama e tive um sono agitado.

Imaginem meu susto quando meu marido, chegando na manhã seguinte de seu plantão, sai do banho e se joga na cama me abraçando enquanto me fala ao ouvido:

- Já pensou em experimentar nosso vizinho pirocudo?

Fiquei vermelha e tive que me superar – o ataque é a melhor defesa. Com a rudeza do termo chulo “pirocudo” dando voltas em minha cabeça reagi:

- Pensei que era sua esposa e você me trata como um cafetão falando com a sua puta. Quanto você cobraria do pirocudo para me arrombar, seu babaca?

- Calma! O que está havendo? É que a Ana faz tanta propaganda que fico curioso, você não?

- Você acha mesmo que o tamanho realmente importa? Acho até que essas coisas grandes devem mesmo é machucar.

- Finalmente! Você é tão humana quanto eu. Já pensou no assunto. Também, quem não pensaria com tanta divulgação. Por falar nisso parece que eles hoje estão fazendo uma festa. E você... Você nem foi convidada.

Desarmei, ri da atitude dele e resolvi minimizar.

- Fui sim!

Contei a ele o início da história parando antes da parte “clube das mulheres”. O assunto continuou, para minha tortura, a girar em torno do pirocudo e suas divulgadas performances. Meu marido imitava a Ana me fazendo rir. Ele contava histórias inventadas com vozes e trejeitos. Por dentro eu estava vivendo uma revolução de pensamentos e sensações.

Não consegui retribuir aos desejos que as carícias de meu marido revelavam. Fugi. Não poderia fazer amor com meu marido com outro homem na cabeça. Uma nova noite de sono certamente iria sanar toda essa confusão.

Fim de tarde desta mesma segunda-feira, chegava do trabalho para uma noite solitária – meu marido tinha plantão noturno das 19h às 7h da manhã e Ana, o carro ainda com defeito, me esperava para levar as amigas ao aeroporto. Ana seguia calada enquanto suas amigas confirmavam as propagandas. Depois de despachá-las Ana finalmente se abriu. Bebera demais e, alcoolizada, emprestara seu garanhão as amigas e estava arrependida, “puta da vida” e condenada a nem poder reclamar já que ela permitiu, estimulou e participou de tudo, se pelo menos tivesse sido apenas ela, sua vizinha e amiga que guardaria segredos... O pior, segundo ela, é que o marido deu conta das três.

Ela, aos poucos, voltava ao normal e logo estava contando com aquele seu jeitinho peculiar tudo que acontecera e, desta vez, eu visualizava cada ato e minhas mãos sentiam um vazio com a finura do volante. O “pirocão” do “pirocudo” me impressionara e as explanações estavam me deixando sedenta por sexo.

Deixei-a em seu apartamento e fui tomar um banho para aliviar minha tensão. Enquanto tirava a roupa decidi pegar pelo menos um “brinquedinho” para ajudar no alívio das tensões e assim que voltei ao banheiro a campainha tocou. Era a chata da Ana, só podia ser, decidi atendê-la nua para constrangê-la. Escancarei a porta com meu mais sínico sorriso.

Era o Mario que se sentiu convidado, entrou, me tomou nos braços, me ergueu em seu colo enquanto nos beijávamos. Não sei como ele conseguiu, mas senti aquela enormidade em crescimento entre minhas coxas e logo ele estava dentro de mim me fazendo gozar só com a preenchedora penetração. Eu tinha, mas não queria parar. Com minhas pernas abraçando a cintura dele ficou fácil para ele completar uma total penetração e lá estava eu gozando novamente.

Ele conseguiu deitar, sustentar meu corpo no alto e assim conseguiu alojar-se total e confortavelmente dentro de mim, sem qualquer desconforto só aquela imensa sensação de preenchimento, deliciosa sensação. Passou, então, a fustigar-me com sua enormidade, numa indescritível velocidade, arrancando gemidos, sorrisos e sucessivos gozos que provocavam devaneios mentais. Naqueles poucos minutos estava eu experimentando prazeres nunca desfrutados em toda minha vida sexual.

Não havíamos trocado palavras, só beijos e carícias, murmúrios, gemidos e sussurros de prazer. O cheiro do sexo se espalhava por toda minha sala, forte e excitante. Naquele momento não existiam marido, casamento, vizinha, nada existia além do delicioso e desnorteante embate que estavam me levando a um estado de excitação sem paralelos, eu gozava seguidamente e meu corpo ansiava, insatisfeito, por mais ainda. Parecia que havia em todo prazer que estava experimentando o prelúdio de algo maior, mais forte, mais pleno, exuberante.

E o exuberante aconteceu. O novo e inesperado orgasmo levou-me a um estado convulsivo com uma agonia e incontroláveis contrações por todo corpo. Eu era um só arrepio. Sentia meus lábios arrepiados, loucura! Meus seios estavam sem auréolas e os bicos doíam de tão intumescidos. Meu grelinho, duro e inchado, parecia que ia explodir. O tremor tomava conta de meu corpo como se eu estivesse experimentando câimbras por toda parte. Cada nova, e agora lenta, penetração fustigava ansiedade e mais reflexos corporais. Meu corpo parecia querer fugir daquele assédio pelos movimentos convulsivos que apresentava mas o meu eu esperava o clímax que se anunciava já com estrelas explodindo em minhas nebulosas visões. A respiração estava contida e eu experimentava a falta de ar de um afogado. Um grito incomensurável estava travado em minha garganta pela ausência de respiração. Eu era inteira sensações, sentia como em câmara lenta o atrito daquele divino membro forçando a mucosa de minha mais do que lubrificada vagina.

Assim, com a percepção altamente aguçada, senti o calor e a vibração da ejaculação de Mario e, para minha vergonha e aumentando meu prazer, eliminei gazes escandalosos e reticentes pois meu cuzinho piscava em contrações incontroláveis e em seguida, também intermitente e inexplicável, escaparam de mim jatos de urina e nem assim o gozo arrefecia.

Lento como se instalou o orgasmo foi aos poucos me abandonando levando consigo todas as minhas forças e mais uma vez me vi constrangida pois ele deixou seu membro escapar e eu me vi ejaculando inicialmente minha própria lubrificação e logo o esperma que se acumulara na vagina escorria para o corpo daquele inigualável macho que me beijava e agradecia suavizando todo meu transtorno e acanhamento com tão inexplicáveis episódios.

Esgotada, sem forças a não ser para sorrir para Mario, fui transportada até o banheiro, banhada e enxuta entre mil carícias enquanto recebia agradecimento, notícias e um pedido:

- Vim agradecer seu carinho e companheirismo com Ana. Ela me disse que estava arrependida da noite passada e que se estivesse sóbria só me dividiria com você. Ao chegar ficou radiante, recebeu um telegrama, foi contratada para um novo emprego onde vai dar plantões, como seu marido, aos domingos. Eu sou um homem fiel, mas infelizmente a Ana sozinha, com seus plantões, não consegue me satisfazer. Por isso resolvi casar novamente.

Mario se ajoelha aos meus pés, me estende numa linda caixa de veludo aberta, nela um deslumbrante solitário e eu estremeço enquanto ouço suas deliciosas palavras:

- Aceita ser minha esposa domingueira a partir de hoje?

Fiquei sem ação ou palavras e ele ansioso completa:

- Aceite e serei o mais feliz dos homens e teremos já neste domingo nossa lua de mel.

Como recusar? Quem no meu lugar recusaria? Um novo marido para fugir da rotina do casamento, só com a parte boa de um casamento e só aos domingos! Sendo um segundo marido seria traição ao meu primeiro marido, safada me convenci que não e aceitei a proposta.

Nos beijamos e ele, dizendo querer me deixar ansiosa pela Lua de Mel, entregou meu “brinquedinho” e me deixou na saudade já aflita pela chegada do domingo.

Só que não esperem que eu conte mais nada. Sou tradicionalmente acanhada e não gosto de falar de minhas relações conjugais – e a partir do próximo domingo minha relação com o Mario passará a ser conjugal.


Não esqueçam que a propaganda se mostrou muito perigosa a um relacionamento de marido e mulher. Eu não vou repetir os erros de Ana e vou convencê-la a parar de divulgar o marido dela (nosso marido, apesar dela não saber). Vocês imaginem as nossas peripécias neste domingo e divirtam-se.
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sábado, 9 de agosto de 2014

Cunhado indiferente mas seduzido

Algumas mulheres podem ser safadas, levianas ou vadias entre outros pejorativos. Esse, definitivamente, não é o meu caso. Sou casada e feliz no casamento, amo realmente meu marido e, se o traí, fui levada a isso pelas circunstâncias.
Não sendo psicóloga nem psiquiatra não posso explicar como a mente age influenciando as decisões que tomamos, mas, seja pela vaidade, feminilidade ou cultura, nada pior para uma mulher jovem e com seus encantos do que sentir-se totalmente ignorada. Acho mesmo que fui seduzida por meu cunhado pela sua indiferença em relação a mim e ao meu corpo. Eu explico.
O marido da minha irmã escreve roteiros e mantém em casa seu escritório. Sua principal ferramenta é o computador e como o dele estava obsoleto e dando sinais de defeito ele comprou um bem moderno e profissional que seria entregue em 30 dias.
Dois dias depois da compra o computador dele recusou-se a ligar e minha irmã me contou o quanto ele estava desesperado. Somos praticamente vizinhas morando a 15 minutos de distância a pé. Conversei com meu marido e unimos o útil ao agradável.
Estamos em obras de manutenção e recebo três pedreiros diariamente e sem meu marido em casa é a mim que eles recorrem querendo informações sobre as quais sou totalmente ignorante. Querem saber da rede elétrica, rede hidráulica, materiais, ferramentas, essas coisas para as quais a maioria das mulheres é totalmente ignorante. Seria bom ter um homem em casa, mas meu marido trabalha justamente nos horários que a obra acontece.
Convidamos meu cunhado para usar meu computador e em contrapartida ele me auxiliaria com os pedreiros, seria bom ter um homem em casa. A contragosto ele aceitou. Sei que ele precisa de concentração no que faz, mas não seria interrompido tanto assim.
E, foi assim, que tudo começou. Eu era alvo de observação e desejo dos três pedreiros. Por vezes ouvia suas conversas e fantasias a meu respeito e meu ego estava massageado mesmo não me sentindo atraída por nenhum deles. Meu cunhado também ouviu alguns comentários, preferiu não se envolver, mas me preveniu recomendando-me cuidado com meus trajes. Aquilo me insultou. Mulheres! Passei a fazer justo o inverso.
Foi assim que aconteceu o único incidente que acabou me excitando. Coloquei um vestido tomara que caia e neste dia os pedreiros me solicitaram mais que nunca, nada técnico pois quem os atenderia seria meu cunhado. Pediram água e no afã de pegar o último copo um deles tropeçou e se apoiou em mim. Meu vestido desceu expondo meus seios. No mesmo instante, sob aqueles olhares sedentos, os mamilos intumesceram-se. Assustada ajudei o rapaz em queda a recuperar o equilíbrio antes de me cobrir, foi instintivo. Mas fingi não ter percebido oferecendo a eles alguns instantes a mais de exibição. O garoto que quase caíra estava bem próximo e sua ereção estava flagrante e patente – impossível escondê-la.
Me cobri apenas com as mãos e corri para casa. A louça quebrada no episódio chamara a atenção de meu cunhado que já estava na sala quando entrei com o vestido arriado e as mãos cobrindo os seios. Quis saber dos fatos e, para testar sua reação, deixei o pranto se instalar e gesticulando muito expliquei o que acontecera. Meus seios balançavam impulsionados pelos soluços e gestos. Ele, inalterado, olhava para o meu rosto, olhar fixo em meus olhos – que merda!
Me abracei a ele ainda descomposta. Enquanto estava abraçada ele conseguiu, sem me tocar, erguer meu vestido tapando-me. O pano ficou alto, fora da posição. Quando me afastei ajeitei descendo-o tudo que podia e ele resmungando que havia me prevenido em relação aos meus trajes, sem me olhar, voltou para o seu trabalho.
Como assim? Como ele pode ficar tão indiferente ao corpo que atiçara três pedreiros? Como ver meus seios por um longo período, balançando a sua frente não atraiu sequer um olhar? Aquilo estava me incomodando mais do que a ereção do garoto. Foi um banho de água fria em minha fugaz excitação.
Sem me dar conta na ocasião, mas percebendo agora, deixei minha subconsciência assumir o comando e aos poucos fui me exibindo mais e mais para meu cunhado. A princípio foram os decotes desleixados que propositalmente exibiam meus seios quando interagia com aquele homem de gelo. Depois shorts colados. Logo saias e vestidos curtos que exibiam minhas calcinhas rendadas. No fim daquela semana, para desespero meu e dos pedreiros, eu não usava mais nada sobre os simples trajes de andar em casa.
Eu não percebia como aquele jogo de sedução estava mexendo comigo, mas meu marido – será que ele percebera algo? – surpreendeu-me na manhã de segunda-feira acordando-me cedo com café da manhã na cama onde fui sexualmente “molestada” por seu furor atípico.
Se ele pretendia me deixar sexualmente sossegada o tiro saiu pela culatra. Ele estava tão diferente e impetuoso que no momento do orgasmo – como ele parecia outro homem – meu cérebro pegou-me a pior das peças, o transformou diante dos meus olhos perdidos no prazer, em seu irmão e eu literalmente gozei com meu cunhado.
Desespero! A sensação me acompanhou depois que meu marido se foi, enquanto tomei banho, e explodiu quando atendi à chegada de meu cunhado que passou por mim, exuberante para ele, com um simples bom-dia, sem sequer me olhar, direto para o quartinho do computador.
Coisa ardilosa a mente humana. Sentei em minha cama. Posicionei a camiseta de forma a deixar um seio totalmente exposto – daria para ver até meu umbigo. Levantei a saia e na posição que fiquei era impossível não perceber minha nudez exposta. Então com um gritinho derrubei a cadeira que fica no quarto.
Em instante, embasbacados, estavam os três pedreiros petrificados à porta do quarto. Rompendo a barreira meu cunhado entrou, bateu a porta e veio em meu socorro. Eu segurava o calcanhar que ele me tomou das mãos e passou a esfregar me questionando sobre o que ocorrera.
Sem responder deixei meu corpo tombar deitando-me. Ele realmente acreditou que havia me derrubado e com a mão por trás de meu pescoço ergueu-me. Esqueci de tudo: meu marido, os pedreiros atrás da porta, minha irmã, tudo mesmo. EU precisava fazer aquele homem que desdenhava passar a sentir atração pelo meu corpo, pela minha sensualidade, por mim.
A proximidade facilitou as coisas e pendurando-me em seu pescoço consegui beijar-lhe a boca chamando para mim toda a iniciativa da conquista. Após o beijo ele, olhava-me espantado mas desta vez reagiu com total participação ao segundo beijo que eu roubava do marido de minha irmã.
Entretanto a inércia dele estava me machucando, incomodando demais. Nunca me despi tão rápido. De pé na cama exibi meu corpo nu. Meu olhar devia estar gritando: me deseje!
Instante eterno, mas ele saiu da inércia para me contemplar com uma surpresa prazerosa. Ele puxou meus pés fazendo-me cair inteira e completamente na cama macia e seus lábios tomaram conta do meu corpo, suas mãos insinuaram-se por cantos e recantos, seu corpo dominava o meu e, sem que eu esperasse, ele me toma, me ergue e arreganha e passa a beber minha intensa lubrificação, lamber, pressionar e sugar meu grelinho, seus dedos penetrando todos os caminhos disponíveis e eu gemendo, sem fôlego, aturdida pelo prazer quase instantâneo não contenho gritinhos de gata no cio que nunca haviam arrancado de mim.
Os pedreiros abrem a porta do quarto, não sei se preocupados ou curiosos. Trepar com plateia era inédito, sou recatada, mas estava numa fase extremamente exibicionista e novo orgasmo se abateu sobre mim. Estava trêmula, parecia ter câimbras, meu corpo estava largado e entregue ao prazer, meus olhos passeavam pelos homens que me observavam e pude perceber as ereções magníficas que eu provocava naquele instante.
A presença deles também transtornou meu cunhado. Ele assumiu o papel de macho alfa. Não vi como ele se librou da bermuda, só me senti preenchida por ele que de pé em minha cama, e mais alto que eu, fez com que apenas minha cabeça tocasse o colchão. Passei a fazer um espetáculo. Liberei todos os meus hormônios e abandonei qualquer resquício do pudor que até então dominara minha conduta de vida.
Eu arfava buscando fôlego e me permitia exprimir o prazer com sons guturais que eram gritos, gritinhos ou gemidos. Meu cunhado, meu macho, ergue meu corpo, eu me abraço com as pernas na cintura e os braços em volta do pescoço e ele passeia pela cama comigo no colo e suas mãos comandam as estocadas. Ele está me exibindo e eu não consigo controlar meus sucessivos orgasmos.
Quando o frenesi toma conta totalmente de mim ele desce da cama, solta meus braços de seu pescoço, apoia minhas costas e exibe meus seios para as carícias dos pedreiros. Foi uma festa! Uma enxurrada de mãos e os lábios do mais novo me acariciam e meus orgasmos, ininterruptos ainda se intensificam. Parece ora um sonho, ora pesadelo; ora fantasia, ora repugnante realidade. Assim, entre condenações e aceitações racionais do prazer e das bobagens que estou permitindo que me aconteçam, sinto o orgasmo agigantar-se como se tomasse meu corpo inteiro proporcionando-me desencontradas contrações em todos os músculos. Acho que desfaleci.
Só sei que quando volto à realidade estou em minha cama. Porta do quarto fechada, só eu e meu cunhadinho que me colocou de quatro sobre o colchão e passa a me possuir por trás fazendo minha vagina arder com o calor que a velocidade das brutas estocadas proporcionam. Consigo perceber, fato inédito, aquele cacete grande e delicioso se agigantar e agitar dentro de mim, prenúncio de ejaculação que meu corpo responde um mais um orgasmo, este todo especial, crescendo, se instalando e me dominando totalmente mas permitindo que eu o saboreie.
Jatos fortes, maior lubrificação, vagina com sensação de total preenchimento, prazer intenso, arrepios espalhando-se, grelinho dolorido de tão duro, seios intumescidos ao máximo com auréolas mínimas, músculos enrijecidos, seios em balanços ritmados e uma explosão que mistura ansiedade, bem-estar, alegria, euforia e outros sentimentos e sensações inexplicáveis.
Não, não importa como o dia acabou, o constrangimento diante dos pedreiros, os dias seguintes. O certo é que assim que o novo computador chegou meu cunhado alugou uma sala num prédio comercial próximo, me contratou como recepcionista para não ser interrompido – desculpa esfarrapada já que ninguém visita o escritório. Minha irmã me explicou que ele queria nos ajudar uma vez que eu e meu marido estamos grávidos, pelo menos é nisso que ele acredita. Eu? Eu estou com todas as dúvidas e ansiosa para ver a cara do moleque.

Enquanto o menino não vem tenho que dar conta de dois machos, um no horário comercial – meu chefe e marido de minha irmã – outro depois do expediente e vivo me perguntando como tudo isso vai acabar, mas até lá estou curtindo a vida como se vadia fosse – embora sei que não sou, só estou amando a dois homens ao mesmo tempo, sendo e fazendo-os felizes.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Que sensação intensa!

Meus pensamentos se atropelam, minha visão perde o foco e essa agonia controlando minha respiração é de tirar o fôlego. Fora de qualquer controle real meus pulmões inflam-se imediata e totalmente e simplesmente param de funcionar. Sem aviso deixam escapar todo o ar ruidosamente para novamente inspirar quase que instantaneamente me mantendo nesse suspense de algo que está para acontecer, uma avalanche de energia se anuncia e dois rostos se sobrepõem.

Sinto a presença de meu amado marido me olhando com surpresa em seu olhar e percebo que esse garoto vasculha minhas entranhas através de meus olhos. Ele está extasiado com a minha expressão agonizante e se agita com uma intensidade que reúne velocidade, ferocidade e profundidade tomando para si minha intimidade e me levando a prazeres jamais experimentados.

Sinto minha vagina se comportando como a cratera de um vulcão em plena atividade e pronta para deflagrar uma erupção inédita. Num lapso de consciência repasso meu dia num instante que parece eterno devido à falta de fôlego de um náufrago afogando-se.

Dizem que quando estamos para morrer revemos nossa vida inteira em um só flash. Acho que estou para morrer de prazer. As mãos do garoto livraram meus seios e fixaram-se em meus ombros dando mais profundidade e violência as suas deliciosas estocadas e minha mente me apresenta um flash antecipando a erupção que promete me arrebatar.

Meu chefe, impossibilitado de ir ao escritório, me pediu que levasse o expediente até sua casa para que ele assinasse. Fui recebida por um jovem de uns 22 anos, de sunga de banho, totalmente molhado. Ao fundo vejo a piscina de onde ele acabara de sair. Um sorriso safado no olhar que me desnudava, mas seu rosto estava simplesmente emanando uma forte sensação de desejo que parecia ter sido minha presença que provocara.

A um comando surge uma menina que recebe de minhas mãos um grosso envelope e enquanto ela sobre com os papéis para meu chefe assinar ele ergue a mão e com ela prende minha nuca.

- Sou Nino, muito prazer. Pretendo retribuí-lo agora mesmo.

Falou e colou sua boca na minha sem qualquer prelúdio.

Meu susto foi tão grande que não consegui esboçar qualquer reação. Seu corpo colou no meu. A mão livre apertava e massageava minha bunda pressionando minha pélvis contra sua ereção cada vez mais intensa.

E assim tudo começou e me conduziu até ali as raias de um prazer que se anunciava sem efetivamente acontecer.

Agora, enquanto imagino meu marido nos observado a intensidade do prenúncio de um orgasmo fenomenal consegue ainda mais se agigantar. Não quero gozar com outro homem diante do olhar crítico de me marido que me vejo agora fantasiando. Será que essa era uma fantasia tão escondida dentro de mim que eu mesma desconhecia?

Agora perco o controle sobre meu corpo que ergue minha pélvis afastando-a do sofá para ir de encontro aquele falo que me consome. Meu corpo começa apresentar tremores desconexos. Estou entrando em convulsão orgástica. Só conheci essa reação em filmes pornográficos e agora eu a estava experimentando.

Os dedos de meus pés estão retesados. Minhas mãos precisam se agarrar a alguma coisa e acabo puxando meus cabelos. Agora minha respiração está descompassada e fica entre a dispneia e soluços que buscam o ar que me faltam. As auréolas de meus seios quase desaparecem e meus bicos doem de tão intumescidos.

Agora são os arrepios que dançam meu pelo meu corpo e minha mente me leva a experimentar quedas como em uma montanha russa onde meu marido está ao meu lado apertando minhas mãos que puxam meus cabelos.

Num relance vejo meu chefe e sua empregada estupefatos no alto da escada, quero sumir e meus gemidos se tornam mais intensos chamando ainda mais a atenção deles para mim dando um espetáculo de devassidão.

E vem a explosão de luz que aos poucos vai se transformando em escuridão com flashes como se eu estivesse sendo fotografada por centenas de câmeras fotográficas. 

Minha vulva apresenta arrepio intenso e ele se espalha pelo meu corpo enquanto choques partem de meu âmago aliviando todas as tensões e relaxo intensamente para, mais uma vez, ser inesperadamente arrebatada. 

Vou gozar novamente e agora a intensidade se apresenta eufórica, veloz e mais completa. Lágrimas saem dos meus olhos. Estou rindo entre soluços. Uma deliciosa sensação me invade ao perceber os olhos de Nino mais uma vez penetrando minha alma. 

Consigo ver meu chefe e sua empregada assombrados no alto da escada e num grito que surge de meus gemidos mais uma vez me sinto explodir de dentro para fora como se eu ficasse, repentinamente, muito maior do que meu próprio corpo e já não coubesse nele.

Estou me recuperando. Minha consciência está voltando apenas até perceber que o garoto parou seu instrumento em minhas mais profundas profundezas e seu membro se agiganta e agita-se aos pulos dentro de mim. Ele vai gozar e mais uma vez sou arrebatada por um orgasmo ainda mais intenso que os anteriores. 

São três orgasmos seguidos, algo inédito e delicioso. Mais uma vez explodo em vertiginosas descidas de montanha russa, vejo estrelas novamente. Sinto meu marido beijando-me a boca. Busco meu marido em minha mente e forço meus olhos a se abrirem para ver que Nino me beija e feliz me entrego ao seu beijo pela primeira vez expulsando meu marido de minha mente. Ele gozou comigo em cada um de meus orgasmos mas esse momento único de relaxamento intenso de um prazer estupendo pertence só ao macho que me arrebatou.

Ele me preenche de satisfação com sua ejaculação – como é bom perceber o quanto sou capaz de proporcionar prazer intenso a um homem tão jovem -  e incansável volta a fustigar minha vulva com o que lhe resta de ereção para arrancar de mim um sóbrio orgasmo, este mais comum aos papai-mamães de meu marido e quando ele percebe minhas comportadas contrações recupera o fôlego aumentando a intensidade de suas estocadas e me arrebatando em novos arrepios, intumescimentos, nevralgias de contrações doloridas. 

Nova convulsão recheada de gemidos e tremores intensos pelo corpo e lá estou eu mais uma vez gozando como uma vadia. Sinto-me uma esposa ordinária a sofrer intensos prazeres e proporcionar prazer a um jovem macho que me arrebatou sem quaisquer palavras me tomando para si como se dele eu fosse.

Estou largada o sofá, ouvindo a repreensão que Nino recebe de seu pai. Nua. Exposta ao olhar daqueles homens sem qualquer pudor. Vejo me chefe se retirar para seu quarto subindo a passos largos as escadas. 

A vergonha começa a tomar conta de minha consciência. Percebo Nino passando uma toalha entre minhas pernas. Ele roda meu corpo me colocando deitada de frente para o sofá. Ergue meus quadris. Esfrega meu grelinho e dá palmadas em minha vagina e minhas nádegas e logo esta, para minha felicidade, mais uma vez me penetrando. 

Sinto-o duro, enorme como anteriormente. Pela primeira vez estou tendo uma segunda seção de sexo. Meu marido já me deu até três seções de sexo numa mesma noite, mas cada uma com um só orgasmo pleno, as vezes sinto um gostinho de gozo com o sexo oral. Entre elas mais de duas horas de espaço e agora acredito que tenha se passado no máximo uns dez minutos contando inclusive com a interferência de meu chefe.

Logo estou esquecendo de tudo, nem quem sou lembro mais. Um dedo que se insinuava na entrada de me ânus, me provocando uma sensação de prazer num local sempre tão proibido ao meu marido, de repente me invade. Não consigo conter meus gritos que me valem uma sucessão de palmadas que estalam, ardem mas não machucam e se doem não estou sentindo porque fui invadida por um instantâneo orgasmo que aconteceu sem sequer se anunciar e não me abandona, pelo contrário, a onda de choques relaxantes cresce ferozmente. Perco a força das pernas e dos braços. Minha cabeça cai sobre o sofá e grito alto sabendo que estou protegida por aquela maciez da espuma.

Mas Nino se reposiciona. Sua penetração com ele totalmente sobre mim se aprofunda. Estou gritando e ele ergue minha cabeça puxando-me pelos cabelos. Meu grito de prazer intenso ecoa pela sala. Sinto-me cavalgada. Parece que estou sendo rasgada enquanto minhas contrações apertam aquele membro que me consome. Sem conseguir respirar a não ser em soluços que exalam meus gemidos, sem conseguir atinar onde estou, sentindo em mim apenas prazer, intumescimentos e arrepios, sinto que vou desbando e levando comigo meu algoz que sai de mim, tira de meu ânus seu dedo e o substitui antes que eu consiga esboçar a menor reação pela cabeça daquele membro que pouco a pouco vai se introduzindo em mim.

Meu marido volta à cena. Parece que estou com a cabeça em seu colo que me consola acariciando meus cabelos enquanto me sinto prazerosamente, para meu espanto, arrombada.

Virei puta. Meus cabelos estão sendo puxados. Meu cuzinho arrombado. Minha bunda espancada por palmadas e, em meio a tudo isso sinto as carícias fictícias de meu marido e minha mão me tocando o grelo para aumentar ainda mais aquele prazer de me sentir vazia e com a vagina implorando por pica e ao mesmo tempo preenchida por trás onde sinto-me arreganhada como nunca. 

É um prazer impar que reúne toda minha culpa de estar traindo meu amado, totalmente entregue a um garoto que só desejava usar aviltantemente meu corpo, sentindo falta de pica em minha gulosa vagina e tendo meu cuzinho virgem invadido numa possessão que sempre repudiei e me entregando totalmente ao prazer que tudo isso aliado as ardidas palmadas me proporciona.

Nino explode dentro de mim. Aos poucos sinto que venci a masculinidade daquele garoto que se encolhe sem sair de mim. Finalmente, em uma das últimas descontroladas contrações anais o expulso.

Ele se levanta. Enquanto coloca sua sunga me comanda a tomar cuidado para que meu marido não veja as marcas de suas mãos tatuadas em minhas nádegas e me diz que posso deixar ele me chupar inteira sentindo o cheiro de outro macho em meu corpo. Aquilo consegue me dar frenesi arrepiante. Vejo a cena de meu marido sugando minha vagina e ânus depois de possuídos por Nino e isso me dá um doloroso prazer. Imagino meu marido passando pomada na minha bundinha lanhada por palmadas e sinto um prazer sedutor, não um orgasmo mas uma satisfação de saber que agora já conheço outro macho e fui capaz de provoca-lo, atraí-lo com meu corpo aos 40 anos e lhe proporcionar prazeres.

Ele me abandona apenas com um convite para visita-lo na tarde que desejar ser tratada como mulher de verdade. Mais uma vez penso em meu marido. Ele não merece isso...

Mas e eu? Acho que eu mereço! Minha dúvida se conseguirei evitar novas visitas me acompanha enquanto volto para a empresa com a deliciosa sensação de ter levado uma surra inédita. Uma surra de pica!


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quarta-feira, 19 de março de 2014

Delícia de Cunhada


= Leia com atenção e surpreenda-se =
Ela já estava no final da adolescência e ainda assim me detestou e na primeira oportunidade disse que jamais seria minha cunhada. Toda família me acolheu bem. Era um casal com quatro filhos e três eram meninas. Só ela resistiu a minha presença. Tinha de conquista-la.
Evitávamos namorar na frente dela. Era ela que se juntava a nós, na realidade para atrapalhar. Passei a ignorar aquela presença e isso funcionou. Ela ficou mais agressiva.
Passei a deixar, em todas as oportunidades, que ela apreciasse partes de meu corpo. Assim ela poderia se acanhar. Houve represália e ela passou a expor para nós partes de seu corpo.
Eu já sabia que as meninas da casa raramente usavam calcinha em casa por recomendação médica. Mas não esperava que ela deixasse suas partes íntimas expostas. Ela se exibia toda vez que estávamos namorando.
Ultimamente passou a usar roupas decotadas, daquela que movimentos estudados deixavam pelo menos um seio totalmente exposto. Sutiã todas usavam, menos ela. E normalmente ela chegava quando estávamos bastante excitados e a visão do corpo dela, que a princípio me chateava, começou a dar margens para as mais loucas fantasias sexuais. Eu nunca teria fantasias com uma cunhada, mas ela se expunha de tal forma que acho que nós dois, interrompidos por ela em nossos amassos, passamos a olhar para ela de forma diferente. Ela já não era irmã nem cunhada. Era uma mulher que poderia se juntar a nós. Ela nos excitava e apimentava nossas relações, eu percebia sem nunca discutir o assunto.
Fomos viajar, casa de praia, verão. Ela nunca se acanhava de pôr o biquíni na minha frente me deixando vê-la totalmente nua. Aos poucos foi tomando coragem e mesmo sendo distante de mim me pedia para amarar seu biquíni. Eu tinha que testá-la.
Passei a deixar minhas mãos, sem querer, tocar seus seios e os bicos se intumesciam só dela antecipar meu toque. Mal sinal. Eu começava a alimentar tesão por ela. E o tesão, ao que tudo indicava, era correspondido. Mais fantasia somavam-se em minha mente em torno daquele objeto de desejo.
Em certa oportunidade estávamos sem ninguém por perto e ela expunha um seio pelo generoso decote.
- Você sabia que seu seio está totalmente exposto?
- Está nada!
Foi uma deixa? Enquanto conversava com ela me vi provando o que dissera. Minha mãos, sem tocar o tecido de sua larga camiseta, foi direto os bico que endurecia com a proximidade de meus dedos. Aprisionei aquele bico. Acariciei aquele bico. Me condenava. Me expunha. Mas não conseguia me conter.
- Ah! É assim? Vai ter forra. – Ela estava enrubescida, sua respiração mudara com a carícia.
E ela fugiu da cena prometendo revanche. Que revanche? Tolinha. Eu já não temia mais nada que partisse dela.
Na manhã seguinte, eu estava na piscina. Ninguém por perto e um mergulho me assustou. Era ela e sua mão se instalou em minha virilha e logo estava me tocando sem que qualquer pano atrapalhasse. Estava em minhas costas mas é claro que percebeu o efeito que causou em mim.
Fugi para o banheiro. Para me acalmar entrei no banho. Alguém entrou rápido. Trancou a porta. Era ela. Louca. Entrou em baixo do chuveiro comigo e me beijou a boca. Quando o beijo terminou ela já estava nua colada no meu corpo também nu. Suas mãos buscavam me excitar. Não precisava, mas a excitação aumentou como num raio e logo eu estava gozando nas mãos dela. Ela olhava para mim cor ar vitorioso enquanto eu deixava meu escorregar e sentava no chão na tentativa de escapar daquela deliciosa agressão.
Ela me olhou nos olhos. Sorriu. Fechou o fluxo da água. Se aproximou bastante do meu corpo oferecendo sua vulva e comandando. Agora não fuja de mim. Quero sentir sua boca beijando minhas intimidades com muita paixão.
Corei. Sua virilha cada vez mais perto e meu tesão crescendo assustadoramente. Não tive forças e me deixei vencer por aquele apelo. Me vi beijando toda aquela deliciosa vulva. Me vi escolhendo formas e pontos de agredir o sexo daquela mulher para fazê-la estremecer de prazer. Minhas mãos acariciavam suas pernas, sua bunda e logo brincavam entre suas nádegas ajudando a estimular suas zonas erógenas. Os dedos escorregavam entre o anus e a vagina e ela arreganha ainda mais as pernas e meus dedos se infiltram vagina adentro provocando estertores do orgasmo que se anunciava em fortes e incontidas contrações.
Estava me vingando. Também ela começava a perder as forças em virtude do forte prazer que eu conseguira provocar. Naquela hora eu temi. Tudo indicava que eu estava me apaixonando pela minha cunhada.
Ela, depois do forte orgasmo, abriu o chuveiro, sentou comigo no fundo da banheira e, como se fôssemos namorados passamos a trocar beijos e carícias.
Logo estávamos mais uma vez nos atacando. Lábios, bocas, línguas, mãos, coxas, pernas usávamos tudo numa agitada luta em busca do prazer mútuo.
Aquela jovem mulher sabia como dar prazer e eu precisava retribuir. Estávamos delirando quando bateram na porta. Ela me pergunta ao ouvido num sussurro.
- Deixamos ele entrar?
Ela viu o desespero nos meus olhos. Enfiou dois dedos em mim e enquanto friccionava com eles bem fundo minha vagina usava o polegar para castigar o meu grelinho. A sensação de medo e o brusco estímulo daquela mão arrancaram um orgasmo único e inesquecível que mal consegui ouvir ela falando com seu irmão, meu namorado.
- Espera porra! Estamos tomando banho juntas. Vai demorar! Ela está lavando minha cabeça ciumento.
- Não é mesmo cunhadinha?

Como responder? Eu nem conseguia pensar direito. Estava assustada, com medo e gozando feito uma desesperada. Pela primeira vez eu estava experimentando uma mulher. Fato abominável meses atrás. E estava adorando ainda mais minha cunhadinha.
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terça-feira, 4 de março de 2014

Sinto-me renovada

O que estou fazendo ao lado desse cara? Cara chato! Esperneando porque olhei para o cara que passou rente a nossa mesa? Quem não olharia para um negro de feições marcantes, com um dois metros de altura, ombros largos, corpo malhado e sorriso perfeito de dentes retos e muito brancos? Será que por que sou noiva não posso olhar para uma escultura viva tão atraente?
Ainda bem que ele não pode ler a minha mente. Acho que explodiria. Todos nós temos nossas mais secretas fantasias. Mesmo sendo muito jovem, alcancei a maioridade há meses, tenho minhas fantasias sexuais e a ninguém as confesso.
Pensando melhor, num conto onde ninguém me conhece eu poderia confessar. Vou pensar nisso. Esse cara não vai calar a boca. Que noivo chato fui arranjar, velho para mim nos seus vinte e oito anos, metido a sedutor querendo me possuir como prova de amor. Babaca! Com cantadas como essa dou pra outro, até pro negão maravilhoso mas não dou para você, noivinho de merda! Isso não se pede, se conquista.
O macho dos meus sonhos está voltando e como estou vendo por um espelho posso observar melhor. Será que ele é assim enorme em todas as partes. Uau! Só a proximidade dele me deixa tensa. Que mãos? Enorme, com unhas bem feitas, enormes!
- Vai à merda! Sou sua noiva e não sua serva ou escrava. Tenho olhos e visão. Olho para onde quero e vejo o que me apetece. Chato!
- É assim? – Ele ficou revoltadinho, tadinho! – Pois coma sozinha e pague sua conta. Fui! Me esquece! Depois resolvemos os detalhes, para mim basta!
Ele desmanchou o noivado porque olhei para um homem mais novo, mais bonito e mais másculo que ele, quanta insegurança! Mal sabe ele que estou rindo de felicidade por me livrar dele agora que o negão sentou de frente para nossa mesa. A visão desse homem é o suficiente para que eu esteja excitada. Vai embora babaca. Agora quero mesmo estar sozinha. Não adianta ficar ai parado na porta do restaurante que não quero você de volta. Tenho meu próprio cartão, sou dependente do meu pai nele para essas ocasiões. Quando contar a ele o que aconteceu é capaz de ele ainda te dar um esporro, noivinho!
O garçom serve o filé de peixe com molho de camarão no meu prato e coloca aquele desperdício que sobrou na minha frente. Sem problemas, levo para casa numa quentinha, noivinho babaca!
Caralho! Meu noivo mal se foi e aquela enormidade masculina e negra vem em minha direção. Que merda! Boca seca, mãos suadas e trêmulas e contrações internas perturbadoras.
- Boa noite. Vi que seu acompanhante se ausentou. Vai sobrar muito desse peixe delicioso. Meus colegas estão bebericando com aperitivos e ainda não jantei. Posso lhe fazer companhia?
- Po-pode, claro!
Porra! Tinha que ainda gaguejar. Não isso não!
Ele estende a mão para mim e se apresenta:
- Meu nome é Mario. E o seu?
Não tenho como fugir. Estendo minha mão trêmula e suada para cumprimentá-lo. Minha fantasia sexual recorrente assume meu cérebro. Enrubesço e sou só tesão exposto, qualquer um notaria minha excitação e ansiedade.
- Fer-fernanda. – gaguejei novamente.
Ele senta, acena para o garçom que é célere em servi-lo. Enquanto o garçom trabalha ele segue me conquistando com seu sorriso simpático.
- Adoro mulher mignon de cabelos claros. Eles dão muito trabalho ou são assim naturalmente?
- Trabalho nenhum.
Estou brigando para recobrar a serenidade mas minha face avermelhada insiste em me denunciar. Ainda assim eu nunca iria confessar que passei mais de duas horas me arrumando para o babaca inseguro que me abandonou a mercê deste macho que me envolve com seu olhar tão penetrante que me sinto interna e externamente nua para ele.
- Você se incomoda se todos ficarem olhando para nós?
- Por que olhariam? – claro que eu sei.
- Porque não é comum um negro como eu estar ao lado de uma mulher tão branca e sensual como você. – que sorriso delicioso, ele me abraça com seu sorriso e me como com seu olhar.
- Pra com isso, você é belo! – cacete! Ele vai pensar que estou cantando ele, mas saiu, saiu.
Resultado, estou saindo de seu carro, na garagem de um motel, sendo colhida por ele para me aninhar em seu colo. Sinto-me miúda e mimada naquele colo.
Sou levada, sem que ele faça qualquer esforço, para o interior do quarto e recebo um beijo daqueles lábios grossos, quentes e macios que não me permitem sequer vislumbrar o ambiente. Navego, com seu beijo, para meus sonhos secretos. Temos que ele se realize por completo. Não aguentaria uma verdadeira palmada daquelas mãos. Sem perceber estou entregue a saga daquele homem que poderá fazer de mim o que bem entender.
Quando ele, depois de me deixar pronta para o amor com suas carícias pelos meus olhos, boca, orelhas e pescoço, me deposita no chão fico espantada com a nossa diferença de altura, volto a ser uma menininha e isso me excita ainda mais. Preciso fugir dessa entrega tão medonha. Resolvo assumir a dianteira.
Minhas mãos buscam seu cinto e mais do que abrir a fivela, retiro todo o cinto. Será que ele vai pensar que quero uma surra? Quero, mas só nas fantasias. Temo a dor. E continuo.
Calça desabotoada, camisa retirada do interior da calça, fecho abaixado e fujo deste caminho passando a desabotoar a camisa.
Não tenho caminhos de fuga. Aquele peito largo, aquela barriga marcada por muita malhação, aqueles braço grosso como minhas grossas coxas. Tudo nesse homem é inebriante e convidativo ao sexo.
Mas ele não está inativo e só então percebo minha saia já no chão, minha camisa aberta e sendo retirada de meus braços, minha calcinha e sutiã tentando marcar meu corpo alvo, mas tão alvo que parece nunca ter sido tocado pelo sol. E sou neta de negros, como pode?
Meus braços arrancam aquela camisa enorme, maior que meus vestidos, e só então percebo que como eu ele está apenas de cuecas e... Ele é enorme!
Eu não devia ter olhado. Agora meus olhos que tento afastar são atraído como um ferro por um imã. Não tenho como resistir e toco aquela enormidade para ainda mais me surpreender. Só ao meu toque ele começa a crescer em busca de sua rigidez. Mesmo pouco experiente sei que ele vai ganhar ainda muito volume.
Estou fora do meu normal. Conquistada em meu primeiro encontro por um negro, estranho e desconhecido até então e estou pronta para me entregar a ele sem reservas. Loucura das loucuras. E continuo tomando as iniciativas. Não preciso sentar na cama, nem me ajoelhar. Abaixo um pouco meu corpo e minhas mãos, as duas juntas, entusiasmadas por ter um brinquedo novo nas mãos que continua crescendo, encaminham aquela delícia que literalmente me encheu de saliva, para uma boca ávida e incompetente. Cabe tão pouco dentro dela e ela fica tão repleta com esse pequeno pedaço que me estimulo a ser competente em minha carícias.
Ele está acariciando meu corpo que retribui me lubrificando como nunca. Parece adivinhar a barreira que vai encontrar quando tentarmos, meu corpo e eu, engolir tudo aquilo no meu guloso interior.
Ele deita-se atravessado perto do pé da cama. Isso facilita minha agressão com mãos, boca, lábios, língua e dentes em seu instrumento que ainda está endurecendo.
Dedicada exclusivamente a isso sou só sensações, mas percebo que minhas últimas peças sumiram de meu corpo, até minha sandália. Agora estou ainda mais baixa perante ele.
Ele toma meu corpo nu e deposita sobre seu peito. A diferença de tamanho é tão grande que ele se diverte em meus pés, brinca com cada dedo, lambe a palma dos pés me levando, sem me tocar nas partes íntimas, para próximo do prazer extremo.
Eu sigo sugando, sentindo suas mãos me acariciando e sua boca arrancando excitação apenas dos meus pés. Já estou arrepiada e meu corpo já se movimenta a minha revelia. E entro em estado de alerta com suas mãos massageando minhas nádegas e o interior de minhas coxas. Quando seus dedos chegam a minha vulva é como se fosse uma multidão de picas, das que eu experimentara até então. Seus dedos longos e grossos agora são dez picas de meu noivo buscando arrancar meu prazer.
Sugo forte seu pênis, agora descomunal ao ponto de a cabeça mal caber em minha boca, e arranho levemente sua mucosa com meus dentes quando dois dedos aprisionam meu grelinho, outros dois brincam nas portas de entrada e sua boca suga com a mesma intensidade que eu o polegar de meu pé direito. Que tesão! Perco o controle e acontece meu primeiro orgasmo. Mais intenso do que qualquer outro que já tive.
Depois de gemidos e estremecimentos sinto ele abraçar meu corpo com uma das mãos, mantendo-me castigada na vagina pela outra, com a boca dominando meus pés. Abraçado a mim ele se levanta me deixando de cabeça para baixo. Liga o som do quarto de motel que lembro até nem ter reparado como é. Passa a dançar comigo. Sua boca, durante a dança, passar a dançar dos pés às coxas. Estou de cabeça para baixo, com a cabeça de um enorme pica em minha boca, curtindo aquele louco momento quando, como se uma boca fosse, sinto minha vulva ser beijada, literalmente beijada. Ele busca uma língua para brincar no interior da minha vagina e como por encanto, como um raio, um prazer crescente me acomete e me leva imediatamente a um orgasmo brutal. A língua passeia de meu grelo até penetrar em minha vagina, um dedo brinca com o piscar de meu ânus e quando eu, distraída pelo prazer, penso que o gozo vai me aquietar, levo uma inesperada e segura palmada que me vira do avesso liberando toda minha sexualidade. O gozo aumenta, apesar de impossível, ainda mais de intensidade sem querer extinguir-se, o arrepio toma conta de todo meu corpo e não aquiesce, os seios ficam com aureola mínima e bicos duros de doer, minha mente abstrai a realidade e se joga nos meus mais recônditos sonhos.
Vem a segunda palmada acompanhada de linguada em meu cuzinho. A boca do meu macho assume meu grelinho com dedicação exclusiva e dois dedos penetram minha vagina e um polegar força a entrada em meu cuzinho piscante e defensivo.
Nunca, nem no meu maior devaneio, pude imaginar um orgasmo tão intenso e concreto. Ele insiste em me excitar e o gozo não quer esvair-se me devolvendo a consciência que de nada mais me acusa só me agradece tanto prazer experimentado entregando-se totalmente àquela onda que sobe e desce concentrando-se nas contrações involuntárias que percorrem meu corpo em plena e total convulsão.
Estou como uma boneca de trapos. Não consigo assumir o controle de meu corpo mole por deliciosamente exausta. Do centro de meu corpo esvaiu-se todas as minhas energias, mas minha mente, a safada da minha mente, me exigia um estupro. Queria me ver espetada urgentemente naquela vara grossa, longa e rígida. E Mario parecia querer a mesma coisa. Assim que sentiu as minhas forças recarregadas, assume novamente meu corpo foi me girando, sem para de dançar me fez abraça-lo com as pernas e, cantando uma música que passará a ser a nossa música, encaixou-se em mim e foi me deixando escorregar sobre seu membro que me preenchia plenamente como eu nunca fora. Ele alcançou o mais profundo de mim sem esgotar sua ferramenta. Ajeitou nossos corpos e cantando ao meu ouvido os versos da antiga “You Make Me Feel Brand New” conseguiu ir se alojando, me acariciando com suas idas e vindas e de tal forma me desnorteando que quando dei por mim, após o mais intenso prazer de minha curta vida sexual, depois de perceber todo esplendor de um orgasmo que perecia tênue, eterno, dominante, sei lá como descrever tal teor de delícias, eu estava sobre ele, na cama, saltitando em cavalgada, paredes alaranjadas rodando e caí no colchão tão exausta que estava ausente de mim mesma.
Para completar a minha felicidade ele me prometia ainda mais, muito mais. Deu sua palavra que iria me fazer gozar pelo cuzinho entre palmadas depois de me dar uma surra por eu ser assim, tão safada.
Só tive forças para usar tudo que aprendera em anos de cursinho de inglês:
- Mario, “you make me feel brand new”! Verdade, você faz com que eu me sinta renovada, sou outra mulher! E sou sua!




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Borges C. (Toca de Lobo) 
O Contador de Contos 

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A Mansão dos Lord 





As Grutas de Spar